Filtro de sedimentos JUDO instalado à entrada de água de uma moradia

Filtro de sedimentos JUDO: o primeiro passo para proteger a instalação de água

Quando se fala em tratamento de água, é comum pensar logo em descalcificadores, osmose inversa, sistemas UV ou soluções mais avançadas. Mas há um equipamento simples, muitas vezes esquecido, que deve estar na base de qualquer instalação bem protegida: o filtro de sedimentos.

Este tipo de filtro é instalado normalmente à entrada da instalação de água e tem como principal função reter partículas sólidas que podem circular na rede, como areia, ferrugem, pequenas impurezas, resíduos de tubagens ou partículas libertadas durante intervenções na rede pública.

Mesmo quando a água parece limpa, podem existir partículas invisíveis a olho nu que, com o tempo, prejudicam torneiras, válvulas, bombas, termoacumuladores, caldeiras, descalcificadores, máquinas de lavar e outros equipamentos sensíveis.

Neste artigo explicamos o que é um filtro de sedimentos, como funciona, porque deve ser instalado antes de outros equipamentos de tratamento de água e em que situações faz sentido optar por uma solução de qualidade, como os filtros de sedimentos JUDO.

O que é um filtro de sedimentos?

Um filtro de sedimentos é um equipamento de proteção mecânica que retém partículas sólidas presentes na água.

Ao contrário de um descalcificador, que atua sobre a dureza da água, ou de uma osmose inversa, que melhora a água para consumo num ponto específico, o filtro de sedimentos tem uma função muito clara: proteger a instalação contra partículas.

Estas partículas podem incluir:

  • Areia;
  • Ferrugem;
  • Lamas;
  • Pequenas impurezas;
  • Resíduos de tubagens;
  • Partículas metálicas;
  • Sedimentos provenientes de intervenções na rede;
  • Partículas arrastadas em águas de furo, poço ou mina.

O filtro funciona como uma primeira barreira física. A água passa pelo elemento filtrante e as partículas ficam retidas, impedindo que avancem para o resto da instalação.

Porque podem existir sedimentos na água?

Mesmo numa instalação ligada à rede pública, a água pode transportar pequenas partículas.

Isto pode acontecer por vários motivos:

  • Obras na rede de abastecimento;
  • Ruturas ou reparações em condutas;
  • Arrastamento de partículas em tubagens antigas;
  • Corrosão em partes metálicas da instalação;
  • Depósitos acumulados em reservatórios;
  • Alterações de pressão na rede;
  • Primeira entrada de água numa instalação nova;
  • Utilização de água de furo, poço ou mina.

Na maior parte dos casos, estas partículas não são visíveis quando abrimos a torneira. Mas isso não significa que não existam.

O problema é que, ao longo do tempo, podem acumular-se em pontos críticos da instalação e provocar danos, perda de caudal ou mau funcionamento de equipamentos.

Que problemas podem causar os sedimentos?

Os sedimentos podem parecer um problema pequeno, mas têm impacto direto na durabilidade e eficiência da instalação.

Entre os problemas mais comuns estão:

  • Entupimento de perlatores e torneiras;
  • Redução do caudal de água;
  • Danos em válvulas;
  • Bloqueio de eletroválvulas;
  • Mau funcionamento de autoclismos;
  • Desgaste em bombas;
  • Acumulação de partículas em termoacumuladores;
  • Problemas em caldeiras e esquentadores;
  • Obstrução de chuveiros;
  • Danos em máquinas de lavar roupa e loiça;
  • Proteção insuficiente de descalcificadores;
  • Contaminação visual da água;
  • Maior necessidade de manutenção.

Por isso, o filtro de sedimentos deve ser visto como um equipamento de proteção da instalação, não apenas como um acessório.

Um filtro de sedimentos melhora a qualidade da água?

Sim, mas é importante perceber em que sentido.

Um filtro de sedimentos melhora a qualidade física da água, porque remove partículas sólidas em suspensão. Isto torna a água mais limpa do ponto de vista mecânico e ajuda a proteger a instalação.

No entanto, um filtro de sedimentos não resolve todos os problemas da água.

Por exemplo, um filtro de sedimentos não remove necessariamente:

  • Calcário;
  • Sais dissolvidos;
  • Cloro;
  • Nitratos;
  • Bactérias;
  • Vírus;
  • Ferro dissolvido;
  • Manganês dissolvido;
  • Cheiros ou sabores;
  • Contaminação química.

Por isso, deve ser visto como o primeiro passo de proteção, não como uma solução completa para todos os problemas de qualidade da água.

Em muitas instalações, o filtro de sedimentos é combinado com outros sistemas, como descalcificadores, filtros de carvão ativado, sistemas UV, osmose inversa ou tratamentos específicos para água de furo.

Filtro de sedimentos e descalcificador: qual é a diferença?

Esta é uma dúvida muito comum.

O filtro de sedimentos retém partículas sólidas. O descalcificador reduz a dureza da água, atuando sobre os minerais responsáveis pelo calcário, principalmente cálcio e magnésio.

São equipamentos diferentes, mas complementares.

Na prática, o filtro de sedimentos deve ser instalado antes do descalcificador, para proteger o próprio descalcificador contra partículas que possam danificar válvulas, resinas, componentes internos ou sistemas de controlo.

Uma instalação bem pensada pode seguir esta lógica:

  1. Entrada de água da rede ou da captação;
  2. Válvula de corte;
  3. Filtro de sedimentos;
  4. Eventual redutor de pressão, se necessário;
  5. Descalcificador ou outro sistema de tratamento;
  6. Distribuição para a instalação.

Desta forma, a água chega mais limpa aos equipamentos de tratamento e aos pontos de consumo.

Porque instalar o filtro à entrada da instalação?

O filtro de sedimentos deve ser instalado o mais próximo possível da entrada de água da habitação ou edifício, normalmente depois do contador e antes dos equipamentos sensíveis.

O objetivo é simples: proteger toda a instalação desde o início.

Se o filtro for instalado apenas num ponto de consumo, por exemplo numa torneira, só esse ponto fica protegido. Mas as tubagens, válvulas, máquinas, bombas, termoacumuladores e sistemas de tratamento continuam expostos.

Ao instalar o filtro na entrada geral, conseguimos proteger:

  • Rede interior de tubagens;
  • Torneiras;
  • Chuveiros;
  • Válvulas termostáticas;
  • Autoclismos;
  • Máquinas de lavar;
  • Bombas;
  • Grupos de pressão;
  • Termoacumuladores;
  • Caldeiras;
  • Esquentadores;
  • Bombas de calor AQS;
  • Descalcificadores;
  • Sistemas de osmose inversa;
  • Sistemas UV;
  • Equipamentos industriais ou comerciais.

É por isso que o filtro de sedimentos deve ser visto como uma peça base da instalação hidráulica.

Filtros de cartucho ou filtros de retrolavagem?

Existem vários tipos de filtros de sedimentos. Os mais comuns são os filtros de cartucho e os filtros de retrolavagem.

Filtros de cartucho

Os filtros de cartucho usam um elemento filtrante substituível. Quando o cartucho fica sujo, deve ser trocado.

São soluções simples e económicas, mas exigem substituição periódica do elemento filtrante. Se a manutenção for esquecida, o filtro pode ficar saturado, reduzir o caudal e até tornar-se um ponto problemático da instalação.

Podem ser úteis em pequenas instalações, em pré-filtração específica ou em sistemas onde se aceita manutenção manual regular.

Filtros de retrolavagem

Os filtros de retrolavagem permitem limpar o elemento filtrante sem substituir o cartucho.

A limpeza é feita através de uma operação de retrolavagem, que remove as partículas acumuladas no filtro e as encaminha para descarga. Nos modelos manuais, esta operação é feita pelo utilizador ou técnico. Nos modelos automáticos, o próprio equipamento pode executar a retrolavagem conforme programação ou diferencial de pressão.

Esta solução é especialmente interessante quando se pretende reduzir manutenção, evitar substituição frequente de cartuchos e manter uma proteção contínua da instalação.

O que é a retrolavagem?

A retrolavagem é o processo de limpeza do filtro.

Durante o funcionamento normal, a água passa pelo filtro e as partículas ficam retidas na malha. Com o tempo, essa acumulação aumenta e o filtro precisa de ser limpo.

Na retrolavagem, o fluxo de água é usado para remover as partículas acumuladas e enviá-las para descarga. Assim, o filtro recupera a sua capacidade de funcionamento sem necessidade de substituir o elemento filtrante.

Esta funcionalidade é especialmente importante em instalações onde se quer:

  • Reduzir a troca de cartuchos;
  • Facilitar a manutenção;
  • Manter bom caudal;
  • Reduzir desperdício de consumíveis;
  • Evitar paragens frequentes;
  • Proteger equipamentos sensíveis a jusante.

O que significa malha de 100 µm?

A malha de filtração indica o tamanho aproximado das partículas que o filtro consegue reter.

Quando falamos de 100 µm, estamos a falar de 100 micrómetros, ou seja, 0,1 mm. Para ter uma ideia simples, isto corresponde a cerca de um décimo de milímetro.

É uma dimensão muito pequena, difícil de avaliar a olho nu. Como comparação aproximada, está na ordem de grandeza da espessura de um cabelo humano mais grosso ou de uma partícula fina de areia.

Ou seja, não estamos a falar apenas de sujidade visível, mas também de pequenas partículas que podem circular na água sem que o utilizador se aperceba.

Estas partículas podem parecer insignificantes, mas ao longo do tempo podem acumular-se em pontos sensíveis da instalação, como:

  • Perlatores de torneiras;
  • Chuveiros;
  • Válvulas;
  • Eletroválvulas;
  • Termoacumuladores;
  • Bombas;
  • Grupos de pressão;
  • Descalcificadores;
  • Máquinas de lavar;
  • Equipamentos de aquecimento de água.

Uma malha de 100 µm é muito usada em filtros de proteção porque oferece um bom equilíbrio entre retenção de partículas e passagem de caudal.

Uma malha demasiado aberta deixaria passar mais impurezas. Uma malha demasiado fina poderia colmatar mais depressa, aumentar a perda de carga e exigir manutenção mais frequente.

Por isso, num filtro de entrada para proteção geral da instalação, a escolha da malha deve equilibrar três fatores:

  • Capacidade de reter partículas prejudiciais;
  • Manutenção simples;
  • Caudal suficiente para alimentar a instalação sem perdas excessivas.

É importante reforçar que um filtro de 100 µm protege contra partículas sólidas, mas não remove substâncias dissolvidas na água, como calcário, sais, cloro, nitratos ou contaminantes microbiológicos. Para esses problemas, são necessários outros sistemas de tratamento.

Porque escolher um filtro de sedimentos JUDO?

Os filtros de sedimentos JUDO são soluções de proteção desenvolvidas para instalações de água potável, com aplicação em habitações, edifícios, comércio, hotelaria, indústria ligeira e instalações técnicas.

A sua função é simples, mas muito importante: reter partículas sólidas antes que estas circulem pela instalação e provoquem desgaste, obstruções ou avarias em equipamentos sensíveis.

Dentro da gama JUDO existem filtros de proteção com diferentes dimensões, caudais e níveis de automação, permitindo adaptar a solução ao tipo de instalação: desde sistemas domésticos até instalações com caudais elevados, como condomínios, hotéis, edifícios técnicos ou unidades industriais.

Em gamas técnicas como os filtros de proteção com retrolavagem, a limpeza do elemento filtrante pode ser feita sem substituição frequente de cartuchos. Isto torna a manutenção mais simples, reduz o desperdício e ajuda a manter o filtro operacional durante mais tempo.

Na prática, a escolha de um filtro JUDO pode fazer sentido quando se procura:

  • Proteger a instalação logo à entrada da água;
  • Reter areia, ferrugem, partículas metálicas e impurezas;
  • Reduzir o risco de entupimento em torneiras, válvulas e equipamentos;
  • Proteger descalcificadores, bombas, termoacumuladores e sistemas de tratamento;
  • Manter bom caudal e reduzir problemas de manutenção;
  • Ter uma solução robusta, adequada a aplicações domésticas, comerciais ou técnicas.

Mais do que instalar “um filtro qualquer”, o objetivo deve ser escolher um filtro adequado ao caudal, ao diâmetro da tubagem, à origem da água e ao nível de proteção necessário.

De quanto em quanto tempo deve ser feita a manutenção?

A periodicidade depende da qualidade da água, do consumo, do tipo de filtro e da quantidade de partículas presentes.

Em instalações com muita sujidade ou água de furo, a manutenção pode ter de ser mais frequente. Em instalações com água de rede estável, os intervalos podem ser mais espaçados, mas nunca devem ser ignorados.

De forma geral, deve ser criada uma rotina simples de verificação:

  • Confirmar se há acumulação visível de partículas;
  • Verificar se existe perda de caudal;
  • Fazer retrolavagem conforme recomendação do fabricante;
  • Garantir que a descarga está operacional;
  • Confirmar se há fugas ou sinais de desgaste;
  • Verificar se o filtro continua acessível para manutenção.

Um filtro existe para proteger. Mas, se não for mantido, pode tornar-se ele próprio um ponto fraco da instalação.

O que acontece se o filtro não for mantido?

Um filtro de sedimentos esquecido pode deixar de proteger a instalação.

Quando o filtro fica muito sujo, pode provocar:

  • Perda de caudal;
  • Aumento da perda de carga;
  • Redução de pressão nos pontos de consumo;
  • Acumulação de sujidade;
  • Mau cheiro ou aspeto desagradável;
  • Necessidade de intervenção técnica;
  • Possíveis problemas de higiene;
  • Desgaste prematuro do equipamento.

Por isso, a escolha de um filtro deve ter em conta não só o preço inicial, mas também a facilidade de manutenção, a possibilidade de retrolavagem, o acesso ao equipamento e a responsabilidade de quem vai fazer a operação.

Quando faz sentido instalar um filtro automático?

Um filtro automático pode fazer sentido quando se quer garantir que a limpeza do filtro não fica esquecida.

Isto é especialmente relevante em:

  • Prédios;
  • Condomínios;
  • Hotéis;
  • Alojamentos locais;
  • Restaurantes;
  • Ginásios;
  • Escolas;
  • Lares;
  • Unidades industriais;
  • Instalações com consumos elevados;
  • Locais onde não há um responsável técnico permanente.

Em moradias, um filtro manual pode ser suficiente, desde que o proprietário ou técnico faça a manutenção. Em edifícios com vários utilizadores ou instalações técnicas mais exigentes, o automático pode ser uma escolha mais segura.

Filtro de sedimentos em água de furo, poço ou mina

Quando a água vem de furo, poço ou mina, a pré-filtração é ainda mais importante.

Estas águas podem transportar areia, lamas, partículas orgânicas, ferro oxidado ou outros sólidos em suspensão. Antes de qualquer tratamento mais avançado, é essencial remover as partículas que podem prejudicar bombas, válvulas e equipamentos.

Num sistema de água de furo, o filtro de sedimentos pode proteger:

  • Bomba submersível ou grupo de pressão;
  • Válvulas;
  • Pressostatos;
  • Depósitos;
  • Sistemas UV;
  • Filtros de carvão;
  • Desferrizadores;
  • Descalcificadores;
  • Sistemas de osmose;
  • Rede interior da habitação.

No entanto, em água de furo, o filtro de sedimentos deve ser escolhido com cuidado. Dependendo da carga de sólidos, pode ser necessário combinar vários níveis de filtração ou usar sistemas de limpeza automática.

E, acima de tudo, deve ser feita uma análise da água para perceber que outros tratamentos são necessários.

Filtro de sedimentos em moradias

Numa moradia, o filtro de sedimentos é uma excelente primeira barreira de proteção.

Faz sentido quando existem:

  • Termoacumuladores;
  • Caldeiras;
  • Esquentadores;
  • Bombas de calor AQS;
  • Máquinas de lavar;
  • Torneiras termostáticas;
  • Descalcificador;
  • Osmose inversa;
  • Sistema de rega;
  • Água de furo ou rede com partículas;
  • Tubagens antigas;
  • Obras recentes na rede ou na instalação.

Mesmo quando não existem problemas visíveis, o filtro ajuda a proteger o investimento feito nos equipamentos da casa.

Filtro de sedimentos em hotéis, restaurantes e empresas

Em instalações comerciais e profissionais, o impacto dos sedimentos pode ser ainda maior.

Um pequeno problema de caudal, uma válvula bloqueada ou uma máquina parada pode representar custos, reclamações e interrupção de serviço.

Por isso, filtros de sedimentos são especialmente relevantes em:

  • Hotéis;
  • Restaurantes;
  • Cafés;
  • Padarias;
  • Lavandarias;
  • Ginásios;
  • Spas;
  • Escritórios;
  • Indústria;
  • Unidades agrícolas;
  • Condomínios;
  • Espaços comerciais.

Nestes casos, o dimensionamento deve considerar o caudal de pico, o consumo diário, o diâmetro da tubagem, a pressão disponível e a facilidade de manutenção.

Como escolher o filtro certo?

A escolha de um filtro de sedimentos não deve ser feita apenas pelo diâmetro da tubagem ou pelo preço do equipamento. Num contexto técnico, este é um ponto essencial: o filtro deve ser escolhido com base no funcionamento real da instalação.

Os principais critérios são:

1. Origem da água

O primeiro ponto é perceber de onde vem a água.

Numa instalação ligada à rede pública, o objetivo principal costuma ser proteger contra partículas ocasionais: ferrugem, areias, resíduos de obras na rede ou partículas libertadas por tubagens antigas.

Numa instalação com água de furo, poço ou mina, o risco é normalmente maior. Pode haver areia, lamas, partículas orgânicas, ferro oxidado ou outros sólidos em suspensão. Nestes casos, a filtração de sedimentos pode ter de ser mais robusta e, em alguns casos, combinada com outros tratamentos.

2. Caudal necessário

O filtro deve conseguir trabalhar com o caudal máximo previsível da instalação sem provocar perda de pressão excessiva.

Este ponto é essencial. Um filtro subdimensionado pode causar:

  • Redução de caudal;
  • Perda de pressão;
  • Colmatação rápida;
  • Lavagens mais frequentes;
  • Mau funcionamento de equipamentos a jusante.

Para uma moradia, o caudal pode ser relativamente baixo. Para um hotel, condomínio, lavandaria ou unidade industrial, o caudal pode ser muito superior e exigir filtros de maior dimensão.

3. Diâmetro da tubagem

O diâmetro da tubagem ajuda a orientar a escolha, mas não deve ser o único critério.

Por exemplo, uma instalação com tubagem DN 50 não deve receber automaticamente qualquer filtro DN 50 sem verificar primeiro o caudal real, a perda de carga admissível e o tipo de utilização.

O ideal é cruzar:

  • Diâmetro da tubagem;
  • Caudal instantâneo máximo;
  • Pressão disponível;
  • Perda de carga admissível;
  • Tipo de água;
  • Frequência de manutenção aceitável.

4. Tipo de partículas

Nem todas as partículas são iguais.

Areia, ferrugem, lamas e partículas metálicas têm comportamentos diferentes. Uma água de rede com pequenas partículas ocasionais é diferente de uma água de furo com arrastamento constante de areia.

Quanto maior for a carga de sólidos, maior deve ser a atenção à área filtrante, à facilidade de limpeza e à possibilidade de retrolavagem.

5. Manutenção e retrolavagem

Um bom filtro não é apenas aquele que filtra bem. É também aquele que pode ser mantido de forma simples.

Se a instalação tiver muita sujidade e o filtro for difícil de limpar, é provável que a manutenção seja esquecida. Quando isso acontece, o filtro pode passar de solução a problema.

Por isso, em instalações técnicas, comerciais ou com maior consumo, os filtros de retrolavagem são muitas vezes uma escolha mais segura do que filtros de cartucho simples.

6. Local de instalação

O filtro deve ficar num local acessível. Parece óbvio, mas muitas instalações falham neste ponto.

Deve haver espaço para:

  • Ver o filtro;
  • Fazer manutenção;
  • Abrir e fechar válvulas;
  • Fazer retrolavagem;
  • Ligar a descarga, se aplicável;
  • Substituir componentes, se necessário.

Um filtro instalado num local inacessível acaba quase sempre por ser mal mantido.

 

Exemplo técnico 1: escolha de filtro para uma moradia unifamiliar

Imagine uma moradia com:

  • 4 pessoas;
  • 2 casas de banho;
  • Cozinha;
  • Lavandaria;
  • Termoacumulador ou bomba de calor AQS;
  • Eventual descalcificador a jusante;
  • Água da rede pública.

Neste caso, o filtro de sedimentos tem como função proteger a instalação contra partículas ocasionais, ferrugem, areia, resíduos de tubagens e pequenas impurezas que possam chegar pela rede.

Estimativa simplificada de caudal

Vamos assumir um cenário de utilização simultânea:

  • 1 duche em funcionamento: 9 L/min;
  • 1 torneira de cozinha: 8 L/min;
  • Máquina de lavar em enchimento: 10 L/min.

O cálculo aproximado seria:

1 duche x 9 L/min = 9 L/min
Torneira de cozinha = 8 L/min
Máquina de lavar = 10 L/min

Total aproximado: 27 L/min

Para converter litros por minuto em metros cúbicos por hora:

27 L/min x 0,06 = 1,62 m³/h

Mas não devemos escolher o filtro mesmo no limite. É prudente aplicar uma margem de segurança, por exemplo 25% a 30%.

1,62 m³/h x 1,30 = 2,1 m³/h

Este seria o caudal de cálculo orientativo para esta moradia.

Diâmetro de tubagem assumido

Para este exemplo, podemos assumir uma entrada principal em DN 25 / 1”.

Este diâmetro faz sentido porque o caudal de cálculo é relativamente baixo e uma tubagem de 1” permite alimentar a instalação com boa margem, sem entrar numa solução exagerada.

Modelo sugerido dentro da gama JUDO PROFI-PLUS

Para este cenário, uma opção adequada seria:

JUDO PROFI-PLUS JPF+ 1” — 100 µm

Este modelo faz sentido para uma moradia porque oferece uma solução de proteção com retrolavagem, malha de 100 µm e capacidade suficiente para o caudal de cálculo apresentado.

Modelo sugerido dentro da gama JUDO Bioquell® FILT

Como alternativa dentro da gama Bioquell, faria sentido considerar:

JUDO Bioquell® FILT B 1” — 100 µm

Esta solução é adequada para uma instalação doméstica quando se pretende um filtro de proteção compacto, com retrolavagem, malha de aço inox e manutenção simples.

Se a instalação tiver pressão elevada ou instável, pode fazer sentido considerar a versão com regulação de pressão:

JUDO Bioquell® FILT BP 1” — 100 µm

A versão BP é interessante quando, além da filtração de sedimentos, se pretende também controlar a pressão a jusante da instalação.

Exemplo técnico 2: escolha de filtro para uma pequena unidade hoteleira

Imagine agora uma pequena unidade hoteleira com:

  • 20 quartos;
  • Ocupação máxima de 40 pessoas;
  • Cozinha de apoio;
  • Lavandaria interna;
  • Produção de água quente sanitária;
  • Descalcificador instalado a jusante;
  • Água de rede, mas com histórico de partículas e ferrugem após intervenções na via pública.

Neste caso, o filtro de sedimentos deve proteger não apenas as torneiras, mas também equipamentos sensíveis como:

  • Descalcificador;
  • Caldeira ou bomba de calor AQS;
  • Permutadores;
  • Máquinas de lavar;
  • Máquinas de lavar loiça;
  • Torneiras termostáticas;
  • Chuveiros;
  • Válvulas e eletroválvulas.

Estimativa simplificada de caudal

Vamos assumir um cenário de utilização simultânea:

  • 8 duches em funcionamento ao mesmo tempo;
  • Cada duche com cerca de 9 L/min;
  • Cozinha a consumir 20 L/min;
  • Lavandaria a consumir 25 L/min.

O cálculo aproximado seria:

8 duches x 9 L/min = 72 L/min
Cozinha = 20 L/min
Lavandaria = 25 L/min

Total aproximado: 117 L/min

Para converter litros por minuto em metros cúbicos por hora:

117 L/min x 0,06 = 7,02 m³/h

Aplicando uma margem de segurança de 30%:

7,02 m³/h x 1,30 = 9,13 m³/h

Este seria o caudal de cálculo orientativo para este exemplo.

Diâmetro de tubagem assumido

Para este cenário, faz sentido assumir uma entrada principal na ordem de DN 50 / 2”, a confirmar em obra conforme a tubagem real existente.

Tecnicamente, o caudal de 9,13 m³/h poderia passar em diâmetros inferiores em algumas instalações, mas numa unidade hoteleira há picos de consumo, duches simultâneos, lavandaria, cozinha e produção de água quente. Por isso, uma solução na ordem de 2” é uma escolha mais confortável para reduzir perdas de carga e manter melhor desempenho nos períodos de maior utilização.

Modelo sugerido dentro da gama JUDO PROFI-PLUS

Para este cenário, uma opção tecnicamente coerente seria:

JUDO PROFI-PLUS JPF+ 2” — 100 µm

Este modelo oferece maior capacidade de passagem e é mais adequado para uma instalação com consumos simultâneos relevantes, como uma pequena unidade hoteleira, restaurante, lavandaria ou edifício com maior exigência de caudal.

Modelo sugerido dentro da gama JUDO Bioquell® FILT

Dentro da família Bioquell, a escolha deve ser feita com mais cuidado, porque o caudal de cálculo já é mais exigente.

Para este exemplo, faria sentido considerar:

JUDO Bioquell® FILT BP 2” — 100 µm

A versão BP é especialmente interessante porque combina filtração de sedimentos com regulação de pressão, ajudando a proteger a instalação e os equipamentos a jusante.

Mesmo assim, numa unidade hoteleira, esta escolha deve ser sempre validada com base em:

  • Caudal de pico real;
  • Perda de carga admissível;
  • Pressão disponível;
  • Número real de pontos de consumo;
  • Perfil de utilização;
  • Existência de produção de AQS centralizada;
  • Diâmetro efetivo da tubagem;
  • Espaço para instalação e manutenção.

Se a instalação tiver maior simultaneidade, mais quartos ou consumos técnicos relevantes, poderá ser necessário avançar para uma gama ou dimensão superior.

Tabela resumo dos exemplos

Exemplo Caudal de cálculo Tubagem assumida PROFI-PLUS sugerido Bioquell® FILT sugerido Nota técnica
Moradia unifamiliar 2,1 m³/h DN 25 / 1” JUDO PROFI-PLUS JPF+ 1” — 100 µm JUDO Bioquell® FILT B 1” — 100 µm Se houver pressão elevada, considerar Bioquell® FILT BP 1”.
Pequena unidade hoteleira 9,13 m³/h DN 50 / 2” JUDO PROFI-PLUS JPF+ 2” — 100 µm JUDO Bioquell® FILT BP 2” — 100 µm Validar sempre perda de carga, pressão disponível e simultaneidade real.

Estes exemplos são orientativos. A escolha final deve ser sempre confirmada com base nas condições reais da instalação e nas fichas técnicas atualizadas dos equipamentos.

Conclusão técnica sobre o dimensionamento

A escolha do filtro certo deve responder a uma pergunta simples:

Qual é o menor filtro que protege bem a instalação, garante o caudal necessário e pode ser mantido facilmente?

Um filtro demasiado pequeno prejudica o caudal e exige manutenção constante.
Um filtro demasiado grande pode representar investimento desnecessário.
Um filtro mal instalado pode deixar de proteger a instalação ou tornar-se difícil de manter.

Por isso, a melhor solução resulta sempre do equilíbrio entre:

  • Qualidade da água;
  • Caudal;
  • Diâmetro da tubagem;
  • Pressão disponível;
  • Perda de carga admissível;
  • Tipo de partículas;
  • Manutenção;
  • Equipamentos a proteger.

Na WaterDetails, podemos ajudar a fazer esta avaliação e a escolher o filtro de sedimentos JUDO mais adequado para cada instalação, seja uma moradia, um apartamento, um hotel, um condomínio, uma lavandaria, uma unidade industrial ou um sistema com água de furo.

Onde deve ser instalado o filtro de sedimentos?

A instalação típica deve considerar:

  • Local acessível;
  • Instalação à entrada da água;
  • Válvula de corte antes e depois do filtro;
  • Espaço para manutenção;
  • Ligação a esgoto, se for filtro de retrolavagem;
  • Proteção contra geada ou exposição direta ao exterior;
  • Posição correta conforme instruções do fabricante;
  • Respeito pelo sentido de fluxo;
  • Eventual by-pass técnico, se aplicável;
  • Compatibilidade com o restante tratamento de água.

Em instalações com descalcificador, o filtro deve ficar antes do descalcificador.

Em instalações com bomba, deve ser avaliada a melhor posição consoante a origem da água e o tipo de sistema.

Filtro de sedimentos: pequeno equipamento, grande proteção

O filtro de sedimentos é muitas vezes um dos equipamentos mais simples de uma instalação, mas também um dos mais importantes.

Ao reter partículas como areia, ferrugem e sujidade, ajuda a proteger tubagens, válvulas, torneiras, bombas, termoacumuladores, máquinas e sistemas de tratamento de água.

É o primeiro passo para uma instalação mais segura, durável e eficiente.

Quando combinado com outros sistemas, como descalcificadores ou osmose inversa, garante que esses equipamentos trabalham em melhores condições e com menor risco de avarias.

Na WaterDetails, ajudamos a escolher o filtro de sedimentos adequado para cada instalação, desde moradias e apartamentos até hotéis, condomínios, restaurantes, indústria e sistemas com água de furo.

Se está a instalar um descalcificador, uma bomba, um termoacumulador, uma bomba de calor AQS ou qualquer equipamento sensível à qualidade da água, comece pela base: proteja a instalação com um bom filtro de sedimentos.

Perguntas frequentes sobre filtros de sedimentos

O que faz um filtro de sedimentos?

Um filtro de sedimentos retém partículas sólidas presentes na água, como areia, ferrugem, lamas e pequenas impurezas. A sua função principal é proteger a instalação e os equipamentos.

Um filtro de sedimentos remove o calcário?

Não. O filtro de sedimentos remove partículas sólidas, mas não reduz a dureza da água. Para tratar calcário, normalmente é necessário um descalcificador ou outra solução anticalcário.

O filtro de sedimentos deve ser instalado antes do descalcificador?

Sim. Em regra, deve ser instalado antes do descalcificador para proteger o equipamento contra partículas que possam danificar válvulas, resinas ou componentes internos.

Um filtro de sedimentos melhora a água para beber?

Melhora a água do ponto de vista físico, ao remover partículas. No entanto, não substitui uma solução específica para consumo, como carvão ativado, ultrafiltração ou osmose inversa, quando esses tratamentos são necessários.

Qual é a diferença entre filtro de cartucho e filtro de retrolavagem?

O filtro de cartucho usa um elemento substituível. O filtro de retrolavagem permite limpar a malha filtrante através de uma descarga, sem substituir o elemento filtrante com a mesma frequência.

Preciso de filtro de sedimentos se tiver água da rede?

Sim, pode fazer sentido. Mesmo a água da rede pode transportar partículas devido a obras, ruturas, intervenções, tubagens antigas ou arrastamento de resíduos.

E se a água vier de furo ou poço?

Nesse caso, a filtração de sedimentos é ainda mais importante. A água de furo ou poço pode transportar areia, lamas, ferro oxidado e outras partículas que devem ser removidas antes de outros tratamentos.

De quanto em quanto tempo devo limpar o filtro?

Depende da qualidade da água, do consumo e do tipo de filtro. A manutenção deve seguir as recomendações do fabricante e ser ajustada à realidade da instalação.

Um filtro automático vale a pena?

Pode valer a pena em edifícios, condomínios, hotéis, empresas ou instalações onde a manutenção manual possa ser esquecida. O filtro automático faz a retrolavagem sem depender tanto da intervenção do utilizador.

Como escolher o filtro certo?

Deve considerar a origem da água, caudal, pressão, diâmetro da tubagem, tipo de partículas, equipamentos a proteger e facilidade de manutenção. A WaterDetails pode ajudar no dimensionamento.

Que malha devo escolher para proteção geral?

Para proteção geral de instalações de água potável, a malha de 100 µm é uma solução muito comum, porque oferece um bom equilíbrio entre retenção de partículas e passagem de caudal. Ainda assim, a escolha deve ser confirmada caso a caso

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